quarta-feira, 17 de abril de 2013

ARTIGO SOBRE PARALISIA CEREBRAL


PARALISIA CEREBRAL

Cosme Rafael Penha[1]


RESUMO: O presente trabalho trata do processo de ensino e aprendizagem de alunos com Paralisia Cerebral da Escola Municipal Monsenhor Paulo Herôncio de Melo, com o objetivo de analisar a refletir a prática docente vinculada a educação inclusiva, em especial com pessoas Paralisia Cerebral, bem como o papel da instituição diante da realidade da inclusão. O trabalho será realizado mediante estudo de caso, entrevistas com os envolvidos e por fim será traçadas metas, onde serão tomadas algumas diligências na tentativa de sanar o problema.

PALAVRAS-CHAVE: Ensino. Aprendizagem. Prática Docente. Paralisia Cerebral. Metas.

1  O PROCESSO DE ENSINO E APRENDIZAGEM DO ALUNO COM PARALISIA CEREBRAL NA ESCOLA MUNICIPAL MONSENHOR PAULO HERÔNCIO DE MELO

O trabalho a seguir pretende abordar questões sobre o processo de ensino e de aprendizagem de alunos com Paralisia Cerebral no Na Escola Municipal Monsenhor Paulo Herôncio de Melo. Por meio da observação do cotidiano desses alunos, aliada às teorias relacionadas ao assunto, pretende-se explicitar as dificuldades encontradas no processo de ensinar a PC, bem como no processo dela aprender no discorrer deste processo escolar. Far-se-á ainda o diagnóstico das estruturas física e pedagógica da escola; além de uma correlação com a teoria a respeito dos estudos sobre Paralisia Cerebral, tomando por base as obras de diversos autores relacionadas ao tema. Para concluir o trabalho faremos uma análise dos dados coletados nas observações e entrevistas realizadas com professores e gestores desta escola. Pretende-se assim, conhecer as dificuldades existentes no processo ensino-aprendizagem destes alunos para que se possa de alguma forma, ajudá-los a enfrentar suas limitações.
A Paralisia Cerebral é uma doença do foro neurológico que afecta as funções básicas do ser humano (fala, postura, movimento). A mesma tem conceito e classificações extremamente heterogêneos, alguns impondo limites de idade outros não, tendo como denominador comum o envolvimento motor causado por uma agressão ao cérebro em desenvolvimento podendo ser intra-útina, durante o parto ou por algum acometimento perinatal ou na primeira infância.
Existem vários tipos de Paralisia Cerebral:  a espástica (em que o movimento é difícil); a atetósica (o movimento é descontrolado e involuntário); a atáxica (o equilíbrio e a sensibilidade profunda são anormais);  e a mista (uma combinação de vários tipos).
          A Paralisia Cerebral é provocada por uma lesão no cérebro e no sistema nervoso, ocorrida antes do nascimento; durante o parto ou depois do nascimento (pouco depois do nascimento).
Os sintomas variam de acordo a área de extensão da lesão, podendo incluir: tiques; perturbação da marcha; espasmos; convulsões e fraco tónus muscular. Além da motricidade, a Paralisia Cerebral também pode afetar a visão, a audição, a inteligência e a fala.
O termo Paralisia Cerebral é considerado por vários autores de forma inadequada, uma vez que significaria a parada total de atividades físicas e mentais, o que não corresponde ao caso da PC, geralmente a pessoa com Paralisia Cerebral, realiza muitas funções físicas ou mentais, dependendo do caso. Atualmente, tem-se utilizado o termo Encefalopatia Crônica Não Progressiva ou Não Evolutiva para deixar bem claro seu caráter persistente, mas não evolutivo, apesar de as manifestações clínicas poderem mudar com o desenvolvimento da criança. Ainda, o termo é útil para diferenciar a PC das Encefalopatias Crônicas Progressivas, que decorrem de patologias com degeneração contínua. Também não se pode dizer que uma pessoa é portadora de Paralisia Cerebral, a nomenclatura mais correta é a seguinte: uma pessoa com Paralisia cerebral.
          A pessoa com Paralisia Cerebral constantemente tem distúrbios associados decorrentes do insulto cerebral, como deformidades ósseas, retardo mental, convulsões, constipação, entre outros e cabe ao Pediatra Geral estar alerta para interferir dando-lhe tratamento adequado quando houver intercorrências e no papel de orientador da família.
Ao neuropediatra, cabe coordenar a equipe de tratamento multidisciplinar ao paciente, orientando o Pediatra Geral quando a necessidade da criança superar a capacidade deste. Não se pode deixar de falar da importância dos outros profissionais envolvidos no tratamento, como fisioterapeutas, nutricionistas, fonoaudiólogos, psicólogos, pedagogos, ortopedistas, entre outros.
Existem as mais variadas formas de tratamento para Pessoas com PC, desde medicamentos por via oral até cirurgias. Mas a estimulação precoce e a fisioterapia são importantíssimas no tratamento do paciente com PC. Existem centros especializados para o tratamento destes pacientes, como os hospitais da Rede SARAH, a AACD, entre outros, que dispõem de centros diagnósticos, produção de órteses, tratamento fisioterápico, musicoterápico baseado no que a neurologia e os outros ramos da medicina têm de mais moderno.
Frequentemente, crianças com PC têm retardo mental associado e essa avaliação não é simples, e o indivíduo não deve ser rotulado apenas pelo seu déficit motor. Ao serem minstrados, em uma avaliação de inteligência, a deficiência motora ou de comunicação, o indivíduo com PC pode demonstrar ótimo nível de cognição e de acordo com o estímulo que receber, pode ser capaz de realizar atividades diárias normais, como: frequentar uma escola normal, faculdade e conquistar uma profissão como qualquer outra pessoa. Contudo devemos ser conscientes de que existem casos que são impossíveis disso acontecer, mas na maioria dos casos, quando diagnosticado e tratado desde cedo, há uma grande chance dessa criança ter uma vida normal e aprender a conviver com a paralisia cerebral .
O diagnóstico da Paralisia Cerebral deve ser realizado por uma equipe multidisciplinar o mais precocemente possível. A comunicação entre os membros desta equipe é crucial para uma boa evolução e o melhor tratamento é a prevenção, isto é, a assistência à gestante e os cuidados no período neonatal como recursos para reduzir essa enorme legião de pacientes que geram problemas sociais e familiares e, sobretudo, são as maiores vítimas, muitas vezes com uma mente sã presa em um corpo com distúrbio motor que não pode se expressar estando sujeito a uma gama de desordens associadas, à dor e angústia.



2  COMO SE DÁ O PROCESSO DE ENSINO E APRENDIZAGEM AO ALUNO COM PARALISIA CEREBRAL

          Segundo o Dicionário Aurélio aprendizagem é: o “Ato, ou processo ou efeito de aprender”, o mesmo dicionário designa termo ensino como: “Transmissão de conhecimentos; instrução e os métodos empregados no ensino. Não há um conceito definido para aprendizagem, uma vez que existe certa complexidade no estudo, sendo necessárias maiores investigações sobre o tema. Existem assim várias definições, quero aqui citar algumas delas:
          Para Vygotsky (1998) considera que o aprendizado da criança começa muito antes de ela frenquentar a escola; para ele a criança já está aprendendo quando pergunta e assimila os nomes dos obejtos. Dessa maneira, o aprendizado e o desenvolvimento estão inter-relacionados. Ele ainda considera que a aprendizagem ocorre de “dentro para fora”, a partir das estimulações culturais que os indivúduos recebem em suas trajetórias.
O associacionismo a aprendizagem acontece quando o sujeito é modelado pelo ambiente e segue leis que o direcionam. Esse comportamento só será efetivo se for condicionado por três princípios: a Lei do efeito – a aprendizagem se manterá ou não segundo as consequências que produz (reforçamento); a Lei do exercício – a importância da prática para que se mantenham as conexões nervosas e se fortaleça o aprendido; a Lei da disposição – se não existe disposição, não se produz comportamento aprendido, pois é a disposição que permite o comportamento.
          Atualmente o conceito mais utilizado provém da concepção Construtivista, baseada nas teorias de Piaget, que se baseia na idéia de interação recíproca entre o indivíduo e o meio e a interação com os objetos. Essa teoria vê “a aquisição do conhecimento como um processo construído pelo individuo durante toda a sua vida, não estando pronto ao nascer nem sendo adquirido passivamente graças as pressões do meio” (DAVIS, p.36), partindo da idéia de que o homem responde aos estímulos externos agindo sobre eles para construir e organizar o seu próprio conhecimento de forma cada vez mais elaborada. 
O Processo Ensino-Aprendizagem deve ser organizado e estruturado de forma a privilegiar o desenvolvimento geral da criança e em especial a criança ou jovem com Paralisia Cerebral. Para tanto deve existir uma equipe de profissionais que trabalhem no sentido de suprimir as dificuldades da criança ou jovem.
É justamente aí onde se deparamos com o grande problema que enfrentamos em relação ao processo de ensino e de aprendizagem para com a pessoa com Paralisia Cerebral. A Escola Municipal Monsenhor Paulo Herôncio de Melo atende um aluno com Paralisia Cerebral, sem contudo, estar preparada ou estruturada para tal atividade. Sabe-se que é garantida por lei a permanencia de alunos com necessidades educaionais especiais em escolas públicas, pois elas tem o mesmo direito de qualquer outro e deve ser atendido de igual modo, sem discriminação, mas então nos deparamos com um obstáculo que nos parece irremediavelmente intransponível, vemos diante de uma escola que não tem estrutura adequada para o atendimento de pessoas com PC, por outro lado não se tem um profissional qualificado para atender as necessidades desse tipo de aluno, pois na maioria dos casos de pessoas com PC, são espática que acomete aproximadamente 70% dos casos de paralisia cerebral. Ela se caracteriza por um aumento patológico da tensão fisiológica da musculatura atingida (tônus muscular), afetando um ou mais membros, podendo atingir também todo o corpo. Com isto os movimentos podem ficar dificultados ou impedidos de serem realizados. Assim, a escrita, a leitura, a vida diária, as brincadeiras, etc., podem ser dificultadas pela espasticidade, sem falar nas convulsões que geralemente acontece com frequencia.
          Diante dessa situação o professor desse aluno não tem como desenvolver uma atividade para fazer com que esse interaja com os demais, quando na maioria das vezes esse aluno é cadeirante, que é o caso do aluno F. J. S. L. da escola acima sitada, o mesmo fica o tempo todo em sua cadeira de rodas adaptada a sua especificidade, o mesmo só consegue enxergar com apenas 5% da sua visão, e ouvir apenas 5% com sua audição, seus corpo é atrofiado, seus movimento são poucos e involuntários, não reage as indagações dirigidas a ele, não fala, fica o tempo todo istatico mexe os olhos, a cabeça e um braço e seus movimentos são desordenados e desatentos. Impossibilitando assim haver uma interação entre professor e aluno, entre aluno e aluno e os demais da escola.
          Nesse caso o aluno está na escola apenas para socialização com os demais, pois o mesmo não interage.
          Na referida escolar tem uma Sala de Recursos Multifuncionais com Atendimento Educacionais Especializados, porém os únicos recuros que possue são dois computadores, lupa eletrônica, um quando branco e alguns brinquedos confeccionados pelo professor da sala, tornando-se inadequada para o atendimento a pessoa com PC, sem falar qua o professor da mesma não tem uma formação específica. E mesmo que tivesse o ambiente não é propício.
Se aplicarmos as experiências de Piaget numa criança como a que citamos acima é impossível obter resposta satisfátoria, mesmo que essa fosse correta ou incorreta, pois ele procurava analisar os processos mentais que a criança utilizava para emitir uma resposta – através do método clínico, questionava quais eram os processos de pensamento subjacentes às afirmações da criança, sem valorizar o fato da resposta estar correta ou não, de acordo com um padrão. Até por que a criança em destaque não responde aos estímulos.  
Piaget estabeleceu um paralelismo entre a inteligência e as funções biológicas, de forma que a função intelectual é vista como uma parte da totalidade fisiológica do indivíduo (Piaget, 1974). O processo de construção cognitiva se daria a partir de uma evolução das estruturas de pensamento que permitiram a apropriação do conhecimento. Deste modo, a aprendizagem seria quase que uma conseqüência do desenvolvimento cognitivo.
Muitas das bases da teoria de Piaget podem ser úteis na avaliação e abordagem psicopedagógica das crianças portadoras de PC, mas outras teorias do desenvolvimento cognitivo questionam sua posição quanto à relação entre desenvolvimento e aprendizagem. Até que ponto o desenvolvimento propicia a aprendizagem ou a aprendizagem promove o desenvolvimento?
Vygotsky baseado em Marx e Engels estabeleceu relações entre a teoria marxista da sociedade e as questões psicológicas. Ele achava que a psicologia deveria ter uma unidade de análise e criticava o estudo compartimentado do homem e seu desenvolvimento, buscava uma teoria unificada dos processos psicológicos humanos e propunha uma metodologia fundamentada na unidade de análise. Utilizou-se do uso de instrumentos pelos quais o homem transforma a natureza, se modifica e evolui. Estendeu este conceito de mediação para o plano psicológico no qual a mediação se daria pelo uso de signos. O sistema de signos, bem como o de instrumentos é criado pela sociedade ao longo da história e transforma a cultura. Vygostsky propunha o sino, ou o significado, como instrumento da mediação das funções mentais superiores e, portanto, de transformação do homem. Desta forma, o processo de mudança individual teria raiz na sociedade e na cultura.
É importante considerar a análise do desenvolvimento real e do desenvolvimento das funções mentais que já se estabeleceram como resultado de certos ciclos de desenvolvimento já completados de Vygotsky, quando estudamos o desenvolvimento cognitivo de crianças com PC, pois se nos limitarmos exclusivamente ao uso de testes psicométricos, em vês de tentar o desenvolvimento potencial trabalhando junto com a criança e observando suas respostas, podemos estar subestimando as capacidades da criança. No caso de uma criança com PC, esta observação é particularmente relevante porque, em função das alterações o movimento, muitas vezes, a experiência da criança fica limitada e, como conseqüência, seu desenvolvimento real pode ser considerado defasado em uma primeira avaliação. Porém se utilizamos adaptações que facilitem a comunicação ou a manipulação de objetos e uma abordagem educacional cooperativa, de co-construção, permitimos que a criança expresse e desenvolva suas capacidades, podendo-se verificar que seu envolvimento deve estar bem acima do detectado inicialmente, sabendo que isso leva tempo e que os resultados nem sempre são satisfatórios.
Com base na análise de desenvolvimento real e potencial, Vygotsky propôs o conceito de zona de desenvolvimento proximal que define as funções que ainda não amadureceram, mas estão em processo de maturação, funções que amadurecerão, mas que estão presentes em um estado embrionário. Tais funções poderiam ser denominadas de brotos, em vez de frutos do desenvolvimento. A zona de desenvolvimento proximal é a distância entre o nível de desenvolvimento real, que se costuma determinar através da solução independente de problemas, e o nível de desenvolvimento potencial, determinado através da solução de problemas sob a orientação de um adulto ou em colaboração com companheiros mais capazes (Vygotsky, 1989, p.97).
O conceito de zona de desenvolvimento proximal não tem aplicação direta na prática educativa, na medida em que  envolve não apenas a interação imediata professor/aluno, mas todo o contexto sócio-histórico cultural em que a criança vive. Entretanto, este conceito tem repercussões no cotidiano com a criança que apresenta uma lesão cerebral, tanto no que se refere à avaliação do desenvolvimento mental quanto à abordagem educacional, pois estes também representam situações de construção conjunta e fazem parte de uma cultura e de um determinado momento histórico. Uma vez que a zona de desenvolvimento proximal hoje, será o nível de desenvolvimento real amanhã, a avaliação do desenvolvimento de uma criança com PC deve considerar não só o que a criança faz sem ajuda, como também o que ela é capaz de realizar quando auxiliada. Com base neste prisma, o processo educacional não se deve limitar ao trabalho com funções que a criança já desenvolveu, mas, principalmente, estimulá-la a ultrapassar limites.
Quando Vygotsky fala da zona de desenvolvimento proximal ele contesta a idéia de Piaget de que o desenvolvimento é um pré-requisito para o aprendizado e propõe que o desenvolvimento pode ser um produto da aprendizagem, a aprendizagem resulta em desenvolvimento mental.

3  ÁREAS QUE POSIBILITEM E AUXILIEM NO DESENVOLVIMENTO COGNITIVO E MOTOR DA CRIANÇA/JOVEM COM PARALISIA CEREBRAL

            Para auxiliar no processo de ensino e de aprendizagem na criança ou jovem com Paralisia Cerebral se faz necessário que seja beneficiada de tais recursos como: 
Terapia da Fala – Para elevar a capacidade de expressão oral e de comunicação.
Terapia Ocupacional – De forma a desenvolver aptidões úteis que lhes permitam desempenhar tarefas de rotina.
Psicomotricidade – Para melhorar a adaptação ao mundo exterior, através do domínio do equilíbrio; controle da inibição voluntária e da responsabilidade; consciência do corpo; eficácia das diversas coordenações globais e segmentárias; organização do esquema corporal; orientação espacial; etc.
Apoio Psicológico – Para acompanhar a criança/jovem durante o Processo Ensino-Aprendizagem ao nível psicológico.
Fisioterapia – Através da utilização do exercício e técnicas de relaxamento; para ensinar a caminhar com o auxílio de canadianas muletas e outros aparelhos (como cadeira de rodas); para auxiliar a rotina diária da criança ou jovem.
Áreas de Expressão – A Dança e Música podem auxiliar as crianças ou jovens a elevarem a sua coordenação, desenvolverem o tónus e força muscular, autoconfiança, etc. As actividades de Expressão Plástica, como a Pintura podem ajudar no desenvolvimento da motricidade, comunicação, etc.
Atividades Aquáticas – O contacto com a água ou realização de exercícios dentro de água auxiliam um melhor funcionamento do sistema circulatório, respiratório, fortalecimento dos músculos, aumento do equilíbrio, relaxamento muscular, diminuição de espasmos, aumento da amplitude de movimentos, etc.
Massagens – Aliviam espasmos e reduzem contrações musculares.
Informática – A utilização do computador pode ajudar ao nível da comunicação, assim como ao nível da motricidade fina.
Atividades da Vida Diária – Para trabalhar a higiene, segurança, entre outros.
A criança ou jovem com Paralisia Cerebral pode estar integrada no Ensino Regular ou Especial. Contudo, a mesma deve se beneficiar numa primeira instância de uma Estimulação Global e só posteriormente de uma Iniciação Académica.
O trabalho realizado pelos técnicos (Professor(a), Educador(a), Psicólogo(a), Terapeutas, etc.), assim como a inter-ação de todas as áreas acima mencionadas deverão procurar elevar o nível Cognitivo; Autonomia Pessoal e Social; Comunicação; Psicomotor; Sócio-Afetivo; assim como desenvolver a área Sensorial-Perceptiva.
Os Encarregados de Educação podem proporcionar um ambiente que estimule a aprendizagem e a exploração, Ajudando no exercício físico regular; no desenvolvimento de hábitos de higiene; utilização de materiais e utensílios que auxiliem a criança/jovem com Paralisia Cerebral (tais como: talheres especiais, auxiliares para vestuário, escovas de dentes próprias, entre outros).


4  CONSIDERAÇÕES FINAIS

            A Paralisia Cerebral é uma doença que dura toda a vida e geralmente requer uma adaptação e uma formação no sentido de atingir a auto-suficiência, para tanto se faz necessário que exista um trabalho conjunto entre Técnicos e profissionais de Educação e família, proporcionando uma diversidade de áreas, no sentido de desenvolver e elevar as capacidades gerais da criança/jovem com Paralisia Cerebral, assim como a sua qualidade de vida.
            Contudo é notório que nem todos os casos de pessoas com Paralisia Cerebral vai obter sucesso, deve-se levar em conta o tipo, e o momento do tratamento entre outros fatores que poderão tardar ou até mesmo impedir o processo de desenvolvimento cognitivo e psicomotor da pessoa com PC.

REFERÊNCIAS

CAPISTRANO, Naire Jane. (org). Caderno Didático 4: Educação Inclusiva no ensino de Arte e Educação Física – Natal: UFRN/PAIDEIA/MEC, 2006, 140p

Paula, Ercília Angeli Texeira de; Mendonça, Fernando Wolff. / Psicologia do Desenvolvimeneto. / Ercília Maria Angeli Teixeira de Paula; Fernando Wolff Mendonça. 3 ed. – Curitiba : IESDE Brasil S. A., 2009

Jakob, Rasma V. Eichman, adapt. Pssicologia do Desenvolvimento Humano / Por Rasma V. Eichman Jakob; adaptação de parte da obra Psicologia Del desarrolo humano / por Irma Fernández Oliveira; tradução de Talita Miguel Lucas. – Campinas: FNB / Casa Nazarena de Publicações no Brasil, 2011. – [Série Programa Educacional Seminário sem Fronteiras, 5]

Projetos de Inclusão Social: Casos de Sucesso. – Curitiba: IESDE Brasil S/A., 2009. 220p

Silva, Daniel Vieira da. / Psicomotricidade. / Daniel Vieira da Silva. – Curitiba: IESDE Brasil S. A., 2010. 52p.

<http://www.aacd.org.br> . Acesso em: 06 de outubro de 2012;

<http://www.sarah.br >. Acesso em: 06 de outubro de 2012.



[1] Especialização em PED - EDUCAÇÃO INCLUSIVA - UNICID - 15 MESES. pela Universidade Cidade de São Paulo. São Paulo- SP, Brasil. E-mail do autor: cosmeprofessor2011@hotmail.com. Orientador: Professora Dra. Siderly do Carmo Dahle de Almeida Barbosa 

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